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Entre a tradição e o futuro: os CTGs e o movimento tradicionalista hoje

 

PORTO ALEGRE/ RIO GRANDE DO SUL - O Rio Grande do Sul é a terra do gaúcho brasileiro, uma tradição que é compartilhada com os países vizinhos Argentina e Uruguai. Imortalizado em obras como Martin Fierro, o poema de José Hernández que deu voz a este homem das fronteiras, retratando sua vida dura, sua poesia rude e sua alma indomável, o imaginário em torno do mito do gaúcho impulsiona a curiosidade.

Muitos turistas que vêm ao Rio Grande do Sul desejam encontrar essa tradição, e o certo é que a cultura gaúcha sobrevive em toda parte no Rio Grande do Sul, mas existem lugares que foram criados especialmente para garantir a continuidade histórica e o compromisso das novas gerações com a sua preservação.


Os Centros de Tradição Gaúcha (CTGs) conectam passado e presente, inspirando comunidades a manterem vivas as raízes que moldaram a identidade local. Hoje existem cerca de 3.000 CTGs espalhados pelo mundo, conforme o Movimento Tradicionalista Gaúcho, o primeiro deles criado em 1948, em Porto Alegre, por um grupo de estudantes liderado por Paixão Côrtes

Ao entrar em um Centro de Tradições Gaúchas, o visitante é recebido por símbolos que atravessam séculos: a chama crioula, a bandeira do estado com a cores marcantes, o verde, o amarelo e vermelho, o som da gaita, a roda de chimarrão. Os detalhes remetem a um povo que construiu sua identidade nas vastidões do pampa e representam um convite para partilhar a amizade, a música e o mate.

Muitos turistas que vêm ao Rio Grande do Sul desejam encontrar essa tradição, e o certo é que a cultura gaúcha sobrevive em toda parte no Rio Grande do Sul, mas existem lugares que foram criados especialmente para garantir a continuidade histórica e o compromisso das novas gerações com a sua preservação.

A vivência das práticas culturais nos espaços dos CTGs, o contato com os costumes locais, a interação com os demais frequentadores, o preparo e a participação em uma roda de mate, o fogo de chão, a preparação das iguarias campeiras, a experimentação e a compreensão histórica do vestuário, as contações de histórias sobre a lida no campo e o manejo de animais, permitem um mergulho na cultura gaúcha, de forma imersiva, autêntica e sensorial, mesmo nos grandes centros urbanos, como Porto Alegre.

 

A história do gaúcho nasce no encontro de culturas: indígenas, espanhóis, portugueses e africanos contribuíram com sua força e saberes. Cada verso declamado em um galpão de CTG, mais do que um simples espetáculo, representa uma memória viva, a continuidade de uma história que une Brasil, Argentina e Uruguai por meio do pampa, de sua cultura e de seus valores.

Visitar um CTG é vivenciar essa herança de hospitalidade, bravura e solidariedade. É ser convidado a sentar-se à roda, provar o churrasco, ouvir as histórias de tempos antigos e perceber que a tradição gaúcha não pertence apenas ao passado, mas se renova em cada momento em que é celebrada. 


Fonte: SETUR/RS

 



 






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