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As escolhas determinam as experiências

 


PORTO ALEGRE/RIO GRANDE DO SUL - Somos livres para escolher e  responsáveis pelos resultados. Decidir, ou até mesmo deixar de decidir, é uma questão vital quando ameaças e oportunidades se apresentam. A vida exige decisões equilibradas, embora nem sempre as escolhas conduzam aos objetivos desejados. Para tomar decisões mais acertadas é indispensável reunir informações consistentes e analisar diferentes cenários: otimistas, conservadores e adversos. 

Na Economia, uma das primeiras lições sobre tomada de decisão pode ser resumida em um antigo provérbio: “Nada é de graça.” Toda escolha envolve um custo. Para alcançar um objetivo,  é necessário abrir mão de outra alternativa igualmente desejável. Decidir significa priorizar, renunciar e assumir as consequências da escolha. Essa situação é definida pelo termo tradeoff, que representa uma escolha conflitante, em que a solução de determinado problema implica, inevitavelmente, custos ou perdas em outra área. No cotidiano, todos enfrentamos tradeoffs:  consumir hoje ou poupar para o futuro; viajar ou trocar o automóvel. Em cada situação, a escolha de um caminho significa renunciar a outro. Reconhecer esses conflitos é essencial para compreender as oportunidades disponíveis e tomar decisões mais conscientes. Outro importante tradeoff enfrentado pela sociedade ocorre entre eficiência e equidade. A eficiência consiste em utilizar os recursos escassos da melhor forma possível, maximizando os resultados. Já a equidade busca distribuir a prosperidade econômica de maneira justa entre os membros da sociedade. Conciliar esses dois objetivos constitui um dos maiores desafios das políticas públicas. No ambiente familiar, um casal precisa definir como utilizar sua renda: adquirir alimentos, roupas, viajar, trocar de celular ou até mesmo em jogos digitais. Também pode optar por poupar parte dos recursos para a aposentadoria, a compra da casa própria ou o financiamento da educação dos filhos. Cada escolha revela prioridades e produz consequências futuras. Em âmbito nacional, surge outro conhecido tradeoff: “armas ou manteiga”. Quanto maior o volume de recursos destinados  a uma opção, menor poderá ser o investimento na outra. Cabe refletir se os elevados recursos destinados aos pagamentos dos juros da dívida pública poderiam gerar melhores resultados com investimentos na infraestrutura. Nas eleições e na vida, as decisões determinam as experiências que viveremos. 

Será ? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São  reflexões. Podem ser úteis. Pense nisso.

Foto meramente ilustrativa: Magnific

Por Abdon Barretto Filho – Economista e Mestre em Comunicação Social



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