SÃO PAULO/SP - BRASIL - – O mês
de junho traz consigo uma das expressões culturais mais ricas e
alegres do Brasil: o São João. Embora as regiões Norte e Nordeste
sejam a base dessa celebração, a tradição junina se espalha por
todo o país, ganhando diferentes ritmos e costumes de Norte a Sul.
Entre quadrilhas, festas populares, gastronomia típica e
manifestações folclóricas, cada destino oferece uma forma única
de vivenciar esse patrimônio cultural brasileiro. E para ajudar os
viajantes que desejam explorar essa diversidade cultural, a ABAV
Nacional reuniu os destaques de cada região do país:
Norte

Na Região Norte, as celebrações juninas se misturam às
tradições amazônicas, criando manifestações culturais únicas.
No Amazonas, o final de junho é marcado pelo Festival Folclórico de
Parintins, uma das maiores festas populares do país. A rivalidade
entre os bois Caprichoso (azul) e Garantido (vermelho) são os
pilares do festival, que acontece anualmente no Centro Cultural de
Parintins (Bumbódromo), onde cada boi-bumbá tem até 2 horas e meia
para apresentar espetáculos teatrais grandiosos, com carros
alegóricos e coreografias que encenam lendas indígenas, rituais e
os costumes do povo ribeirinho, embalados pelo ritmo contagiante das
toadas.
Já no Pará, as festas juninas incorporam ritmos como o carimbó, o siriá e o lundu, além de manifestações folclóricas típicas, como os "Pássaros Juninos", encenações populares que misturam música, teatro e lendas regionais. A gastronomia revela a identidade local, com pratos como tacacá, maniçoba e vatapá paraense, além das tradicionais receitas à base de milho. Em Belém, um dos grandes destaques é o Arraial do Pavulagem, que transforma as ruas da cidade em um grande cortejo cultural. Durante os famosos ‘’arrastões’’ juninos, milhares de pessoas acompanham o Boi Pavulagem em uma celebração marcada por chapéus coloridos de fitas, personagens folclóricos e o levantamento do mastro dos santos juninos, proporcionando uma experiência única da cultura popular amazônica.
Nordeste
Quadrilha Traquejo 2019 -Fernando da Hora / SECOM Gravatá
O Nordeste abriga algumas das maiores festas juninas do mundo e
Campina Grande (PB) e Caruaru (PE) disputam anualmente o título de
"Maior São João do Mundo", transformando a cultura
popular em grandes espetáculos. Em 2026, Campina Grande promove 33
dias de programação, enquanto Caruaru realiza uma maratona de mais
de 70 dias de celebrações. Em ambas as cidades, grandes espaços
são tomados por cenários temáticos, apresentações de quadrilhas,
manifestações culturais e uma rica gastronomia típica. Com entrada
gratuita, as festas reúnem milhões de visitantes e combinam o
tradicional forró pé-de-serra com shows de grandes artistas da
música brasileira, tornando o período junino um dos principais
atrativos do calendário turístico nacional.
O Ceará também possui uma das culturas juninas mais ricas do
país, com destaque para o São João de Maracanaú, na Região
Metropolitana de Fortaleza. O evento, que dura tradicionalmente 30
dias, transforma o município na "Capital do São João". A
megaestrutura atrai multidões por oferecer acesso gratuito, shows de
grandes nomes da música nacional e espaços temáticos. O complexo
conta com um Quadrilhódromo dedicado às competições tradicionais,
uma Fazendinha para passeios em família e uma Cidade Cenográfica,
que reproduz vilarejos nordestinos com direito a capela para os
clássicos casamentos matutos.
Já no Maranhão, o destaque é o Bumba Meu Boi. Nascida no século
XVIII, a tradição mistura influências indígenas, africanas e
europeias. O enredo acompanha o drama de um casal de escravizados:
Mãe Catirina e Pai Francisco. Para satisfazer o desejo de Catirina,
grávida, Pai Francisco sacrifica o boi favorito do patrão. O animal
ressuscita após rituais de pajés e curandeiros, voltando a dançar.
Essa lenda maranhense é celebrada com desfiles e ritmos
tradicionais, como os sotaques de matraca e zabumba.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, as festas juninas refletem a influência das
culturas boliviana e paraguaia, criando celebrações que combinam
tradições brasileiras com costumes típicos das regiões de
fronteira. Além da quadrilha, ritmos como a polca paraguaia e o
chamamé dividem espaço com manifestações populares, como o
cururu, uma roda de cantoria em que violeiros entoam desafios, toadas
e louvores aos santos, muitas vezes acompanhados por coreografias que
imitam os pulos do sapo, e a viola de cocho, instrumento símbolo da
cultura pantaneira.
A gastronomia também é um dos grandes atrativos, com receitas
como sopa paraguaia, chipa, arroz de carreteiro e diversos pratos à
base de milho. Entre as manifestações mais singulares do país está
o Banho de São João em Corumbá (MS), onde, na passagem do dia 23
para o dia 24 de junho, os devotos descem a ladeira até o Rio
Paraguai. O ritual, que mistura fé, catolicismo popular, sincretismo
religioso e música regional, é considerado uma das maiores
manifestações culturais do estado.
Já em Goiás, a estrela do São João é a pamonha. Reconhecida
como patrimônio cultural imaterial do estado, a iguaria feita à
base de milho verde vai muito além de um simples prato típico. As
tradicionais "pamonhadas" reúnem famílias, moradores e
visitantes durante o período da colheita, em um ritual de preparo
coletivo que simboliza a união e a hospitalidade goiana. Nos
arraiais, as clássicas versões de doce, de sal e com queijo dividem
o protagonismo com outras criações regionais, como a Chica Doida,
um creme de milho assado, rico em especiarias e ingredientes
locais.
Sudeste
Foto meramente ilustrativa Belotur
O Arraial de Belô, em Minas Gerais, destaca-se pelo Concurso
Municipal de Quadrilhas no Mineirinho, onde agremiações de diversos
grupos encantam o público com coreografias e figurinos temáticos.
Além das danças, o evento é um centro gastronômico que conta com
uma Vila Gastronômica e o concurso Prato Junino, incentivando
estudantes a reinventarem receitas com ingredientes locais como
queijo, milho e cachaça.
Em São Paulo e Rio de Janeiro, o São João se destaca pelas
tradicionais Quermesses, festas de paróquias e igrejas, além de
grandes eventos no interior, como a Festa Junina de Votorantim (SP) e
a Feira de São Cristóvão (RJ). O clima de interior é recriado
pelos trajes típicos de caipira (com camisas xadrez, vestidos
floridos e retalhos) e pelas tradicionais quadrilhas, animadas pelos
comandos de um "puxador".
A gastronomia é adaptada ao frio da estação, com destaque para
o quentão, o vinho quente, os caldos e o cuscuz paulista. As
iguarias dividem espaço com as opções urbanas, como pizzas e hot
dogs. Já a diversão fica por conta das clássicas brincadeiras que
garantem "prendas" (brindes) aos participantes.
Sul
No Sul, as festas juninas incorporam elementos do tradicionalismo
gaúcho e das culturas de imigração europeia, criando celebrações
com identidade própria. No Rio Grande do Sul, é comum que os
festeiros troquem o tradicional traje caipira pela pilcha gaúcha
(composta por bombacha, botas e lenço), enquanto o acordeão embala
xotes e rancheiras. Nas mesas, o quentão divide espaço com o
chimarrão, reforçando os costumes regionais.
Em Santa Catarina, a Festa Nacional do Pinhão, em Lages, é um dos principais eventos da temporada e reúne milhares de visitantes em torno da gastronomia típica, com destaque para o pinhão assado na chapa, além de apresentações culturais e musicais. A região também preserva tradições como a Dança das Fitas e manifestações ligadas à cultura tropeira, proporcionando aos visitantes uma experiência que une os elementos clássicos do São João às particularidades históricas e culturais do Sul do país.
Diante de uma diversidade cultural tão grande, é possível viver o São João de diferentes formas em cada região. Para aproveitar essa riqueza cultural, a organização é indispensável. Nesse sentido, contar com o suporte de um agente de viagens ajuda o turista a identificar o destino mais alinhado ao seu perfil, organizar a logística de transporte e hospedagem e criar roteiros personalizados que combinem festas populares, gastronomia e atrações locais, tornando a experiência ainda mais completa.
Sobre a ABAV Nacional
A ABAV Nacional - Associação Brasileira de Agências de Viagens - é a entidade brasileira de maior representatividade do agenciamento no turismo nacional. Presente nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, foi fundada em 1953 e hoje conta com mais de 2 mil empresas associadas, entre agências de viagens, operadoras e consolidadoras, que, juntas, respondem por cerca de 80% de toda a movimentação de vendas e distribuição de produtos e serviços turísticos no país.
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A ABAV é membro afiliado da ONU Turismo desde 2024, membro do Conselho Nacional do Turismo desde a sua fundação, além de integrar o WTAAA - World Travel Agencies Association Alliance e o Folatur - Fórum Latino-Americano de Turismo, atuando em prol do agenciamento em nível global e fortalecendo seu papel como referência no turismo internacional.
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