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Mercado Central nos 92 anos de mineiridade

 

BELO HORIZONTE/ MINAS GERAISI -Temperos, aromas, sabores, crenças, cores: todas as características mais marcantes da cultura mineira dão charme e muita personalidade ao mercado mais querido de Belo Horizonte.  Há nove décadas, o Mercado Central é ponto turístico para quem vem de fora e ponto de encontro para quem vive na cidade. Em setembro o Mercado Central completa 92 anos de atividades, mantendo a mineiridade .

 

Nesse tempo, deliciosos pratos da comida típica, diferentes formas de religiosidade, toda a criatividade e delicadeza do artesanato e muitos outros preciosos traços da cultura popular mineira fazem do Mercado Central um espaço único, que une tradição e contemporaneidade e encanta por sua singularidade.

 

Belo Horizonte tinha apenas 31 anos quando um prefeito empreendedor resolveu reunir, em um só local, os produtos destinados ao abastecimento dos 47.000 habitantes da jovem cidade. Foi assim que o Mercado Central nasceu, no dia 7 de setembro de 1929: unindo as feiras da Praça da Estação e da praça da atual rodoviária. Em um terreno de 22 lotes, próximo à Praça Raul Soares, o prefeito Cristiano Machado reuniu todos os feirantes, centralizando o abastecimento da população. Nos 14.000 m² do terreno descoberto, circundado pelas carroças que transportavam os produtos, as barracas de madeira se enfileiravam para a venda de alimentos.

 

O Mercado, então denominado Mercado Municipal, com sua atividade intensa e movimento alegre, funcionou até 1964, quando o prefeito da época, Jorge Carone, resolveu vender o terreno, alegando impossibilidade de administrar a feira. Para impedir o fechamento do Mercado, os comerciantes se organizaram, criaram uma cooperativa e compraram o imóvel da Prefeitura. No entanto, teriam que construir um galpão coberto na área total do loteamento no prazo de cinco anos. Se não conseguissem, teriam que devolver a área à Prefeitura.

 

A tarefa não foi fácil. A duas semanas do fim do prazo dado pela prefeitura, ainda faltava o fechamento da área. Foi então que os irmãos Osvaldo, Vicente e Milton de Araújo decidiram acreditar no empreendimento e investiram no projeto. Foram contratadas quatro construtoras, ficando cada uma responsável por uma lateral, para que o galpão pudesse ser fechado no prazo estabelecido. Ao fim do prazo, os 14.000 m² de terreno estavam totalmente fechados. Os associados, com seu empreendedorismo e entusiasmo, viam seu esforço recompensado.

 

Assim, bem organizado e com participação ativa dos comerciantes, a cada dia ao longo dos anos o Mercado ampliava suas atividades, expandia seus negócios e se transformava em um núcleo não só de produtos alimentícios, mas também de artesanato e de comidas típicas, tornando-se um dos principais pontos turísticos de Belo Horizonte e um dos locais mais queridos pelos mineiros.

 

Centenas de cachaças mineiras são vendidas nas lojas do mercado



Atualmente, com nove décadas de vida, o mercado possui mais de 400 lojas, oferece serviço de informações bilíngue, atrai todos os dias milhares de visitantes de todos os lugares do Brasil e do mundo e, em seus corredores, guarda grandes memórias e muitas histórias para contar.

 

O tradicional  tira gosto fígado com jiló é uma atração



Pensando na função social de ter suas portas abertas para todo o público, incluindo os clientes que possuem alguma dificuldade de mobilidade, o Mercado Central possui elevadores e rampas de acesso, disponibiliza cadeiras de rodas e mantém profissionais treinados para atendimentos especializados.

 

Com o projeto Consumidor do Futuro, atende escolas regulares e especiais, garantindo que crianças e jovens portadores de necessidades especiais também possam vir ao Mercado para descobrir as cores, os cheiros e os sabores diversificados.

 

Pelos corredores do mercado as lojas vendem produtos alimentícios, bebifas, artesanato mineiro, além de sentir a cultura mineira

 

O Arraial será pela internet



A tradição das quadrilhas juninas eram nas ruas, este ano será pela internet

 

Pela primeira vez, o Arraial de Belo Horizonte será realizado no formato on-line. O evento do ano passado foi cancelado por causa da pandemia da COVID-19.

 

A edição de 2021 acontece entre os dias 19 e 29 de agosto. No lugar das barraquinhas, comidas típicas, shows e a tradicional quadrilha, haverá rodas de conversa, live de gastronomia e um concurso de figurinos juninos com prêmios de até R$ 7 mil.

 

Toda a programação estará disponível no site do Arraial de Belo Horizonte. Nas lives “Prosas Juninas”, importantes nomes da cultura junina brasileira e de grupos de quadrilha do setor vão falar sobre as festas. A live Gastronomia Junina vai trazer chefs renomados da capital mineira.

 

Podem participar até 45 quadrilhas juninas de BH que serão divididas nos grupos Especial e de Acesso, cada um com 14 e 31 grupos, respectivamente. “Para cada quadrilha inscrita será destinada uma subvenção de R$ 7 mil, totalizando R$ 315 mil”, informou a Belotur.

 

Coluna Minas Turismo Gerais  

 jornalista Sérgio Moreira – @sergiomoreira63

informações para sergio51moreira@bol.com.br







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