Dia de Conscientização do Autismo: salas multissensoriais reforçam inclusão em aeroportos brasileiros

SÃO PAULO/ SP - BRASIL - A inclusão e o acolhimento de passageiros com necessidades sensoriais têm ganhado espaço nos aeroportos brasileiros, com destaque para os aeroportos de Goiânia, São Luís e Teresina, que contam com salas multissensoriais projetadas para oferecer mais conforto e acolhimento durante a experiência de viagem. O avanço ocorre em um contexto marcado pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril.
A relevância de iniciativas voltadas ao acolhimento de passageiros com necessidades sensoriais se reflete também nos dados nacionais. Segundo o Censo Demográfico 2022, do IBGE, o Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), número que corresponde a 1,2% da população brasileira, o que reforça a importância de ambientes cada vez mais preparados para atender esse público.

Sala multissensorial do Aeroporto de Goiânia. (Crédito: Motiva)
Os espaços dos aeroportos de Goiânia, São Luís e Teresina funcionam como áreas de descompressão sensorial e foram desenvolvidos para atender pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e outras condições sensoriais. Entre os recursos disponíveis estão iluminação suave, estímulos visuais controlados, texturas terapêuticas e mobiliário adaptado, além de elementos que ajudam a reduzir o impacto de ruídos, luzes e movimentação intensa comuns aos terminais aeroportuários.
“Nosso compromisso é tornar o ambiente aeroportuário cada vez mais acessível e acolhedor para todos os passageiros, respeitando as diferentes formas de perceber e interagir com o ambiente. A implantação das salas multissensoriais representa um avanço importante nessa jornada, ao oferecer mais conforto, segurança e autonomia para pessoas com necessidades sensoriais durante a experiência de viagem”, destaca Angélica Werneck, Gerente de Experiência do Cliente da Motiva Aeroportos, empresa que administra estes três aeroportos.
A implantação desses espaços acompanha um movimento nacional de fortalecimento das práticas de acessibilidade no transporte aéreo. As salas multissensoriais seguem as diretrizes da cartilha pública do Governo Federal, desenvolvida pelo Ministério de Portos e Aeroportos, que orienta boas práticas de acolhimento a passageiros neuro-divergentes. Atualmente, 21 aeroportos brasileiros já contam com estruturas voltadas ao acolhimento de pessoas com necessidades sensoriais específicas.
“Pessoas autistas costumam precisar de rotina e previsibilidade,
e viajar muitas vezes representa uma quebra nesse padrão, o que pode
gerar desregulação sensorial e tornar a experiência difícil para
elas e suas famílias. Espaços como as salas multissensoriais ajudam
justamente nesse processo de regulação, oferecendo estímulos que
acalmam e tornam o ambiente mais previsível. Tenho uma filha com
autismo nível 3 de suporte e, ao entrar em uma sala como essa, ela
ficou encantada com os estímulos visuais e conseguiu se reorganizar
emocionalmente. A ideia é minimizar o sofrimento e tornar a viagem o
mais agradável possível para as pessoas autistas e seus
familiares”, afirma Marcelo Oliveira, Presidente do Núcleo de Arte
e Inclusão do Autista (NAIA).
Ao investir em ambientes preparados para diferentes perfis de passageiros, os aeroportos reforçam o compromisso com uma experiência de viagem mais acessível, humana e inclusiva.
Foto manchete: DivulgaçãoFonte: fernanda.laune@inpresspni.com.br
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