BELO HORIZONTE/MINAS GERAIS - O ano de 2026 será marcado por uma grande festa no Palácio das Artes, inaugurado em 14 de março de 1971 e da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, criada em 1976, mantida e administrada pela Fundação Clóvis Salgado, resulta de antiga aspiração dos meios culturais mineiros. Em 2013 tornou-se Patrimônio Cultural de Minas Gerais .
Considerado o maior complexo cultural da América Latina celebra seus 55 anos de história ao lado dos 50 anos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), um de seus mais importantes corpos artísticos. Para comemorar essas datas emblemáticas, o Palácio das Artes prepara uma temporada especial, repleta de música de excelência, encontros históricos e grandes nomes da regência nacional e internacional.
Ao longo de todo o ano, a OSMG será conduzida por maestros que ajudaram a construir sua trajetória, em concertos que celebram o passado, o presente e o futuro da instituição. Entre os convidados estão Roberto Tibiriçá, Sílvio Viegas, Marcelo Ramos, Priscila Bomfim, Gabriel Rhein-Schirato, André Brant e Ligia Amadio.
Em abril, o regente residente André Brant, prata da casa, assume os concertos didáticos voltados para escolas convidadas e a preparação da ópera As Bodas de Fígaro, de Wolfgang Amadeus Mozart, com direção cênica do italiano Mario Corradi. A estreia está prevista para 17 de abril, com récitas nos dias 19, 21 e 23.
“A temporada 2026 marca um capítulo histórico e profundamente simbólico na trajetória da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e da Fundação Clóvis Salgado. Celebramos 50 anos da Orquestra e 55 anos da instituição cultural mais importante do Estado: mais de meio século de música, excelência artística e compromisso com a cultura mineira”, destaca André Brant.
Na primeira quinzena de junho, a prestigiada série Música de Cinema apresenta o Especial Studio Ghibli, homenagem ao renomado estúdio japonês de animação, novamente sob a regência de André Brant.
Na segunda quinzena do mês, a OSMG acompanha a Cia de Dança Palácio das Artes no balé Carmen, de Rodion Shchedrin, versão da obra de Georges Bizet, com direção geral e coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni.
Julho será marcado por um encontro internacional com dois grandes artistas portugueses. O jovem maestro Rui Miguel Marques, assistente da Stavanger Symphony Orchestra desde 2025 e integrante do programa Dirigentforum Junior, tem se destacado em palcos de todo o mundo. Ao seu lado, o pianista Bernardo Santos, um dos mais ativos de sua geração, com apresentações em mais de 25 países e vasta discografia, além de importante trabalho de pesquisa sobre a música portuguesa do século XX.
Entre 30 e 31 de julho, 1º e 2 de agosto, acontece mais uma edição inédita do projeto Viva a Ópera, desta vez dedicada a árias, duetos e coros de óperas francesas. Com direção cênica de Pablo Maritano e regência de Gabriel Rhein-Schirato, ex-integrante da OSMG, as apresentações ocorrerão nos galpões do Centro Técnico de Produção e Formação da FCS, em Marzagão, Sabará.Em 12 de setembro, estreia em Diamantina a nova ópera encomendada pela Fundação Clóvis Salgado: Chica da Silva, com música de Guilherme Bernstein e libreto de Marcus Bernstein e Flávia Bessone. A obra narra a trajetória da escravizada parda que conquistou o contratador de diamantes João Fernandes. A produção conta com direção de Jorge Takla, coreografia de Regina Advento, figurinos de Willian Rausch, cenários de Jonas Soares e iluminação de Gabriel Pederneiras. A soprano Monique Galvão interpreta Chica da Silva, sob regência do maestro Sílvio Viegas.
Em outubro, o Palácio das Artes celebra a 100ª ópera apresentada em seus 55 anos, com Il Maestro di Cappella, de Domenico Cimarosa, no Centro Cultural do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, com regência de André Brant.
No dia 2 de dezembro, a temporada recebe novamente o maestro Roberto Tibiriçá, ex-titular da OSMG, que rege a obra Floresta do Amazonas, de Heitor Villa-Lobos, com a soprano Camila Provenzale.
“O Palácio das Artes foi e continua sendo muito importante para mim. É um espaço único, que reúne natureza, excelência artística e acolhimento. Estar no Palácio das Artes é estar em casa”, afirma Tibiriçá.
Encerrando o ano, em clima de emoção e tradição, acontece o Concerto Especial de Natal, com a OSMG, o maestro André Brant e o Coro Infantojuvenil do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart).
Fundação Clóvis Salgado - Com a missão de
fomentar a criação, a formação, a produção e a difusão da arte
e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é
vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas
Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música, ópera e
teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob
sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da
Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto.
A Fundação também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos, reafirmando seu compromisso com a democratização cultural.
Inhotim é o único destino do Brasil na lista do New York Times
dos lugares no mundo para conhecer em 2026
“Uma das poucas críticas feitas a Inhotim é que um único dia não basta para ver tudo”, diz o New York Times, destacando as “500 obras distribuídas em 24 galerias de arquitetura única, em meio a um enorme jardim botânico”.
“Em 2026, Inhotim celebra 20 anos de abertura ao público (o espaço começou como uma coleção privada) com uma programação especial de exposições que exploram a identidade afro-amazônica do Brasil”, acrescenta o jornal dos Estados Unidos.
Na menção a Inhotim, o New York Times cita Belo Horizonte, como “a capital dos bares” do Brasil e elenca a capital mineira, o Parque Nacional da Serra do Cipó e “igrejas de exuberância barroca” como motivos para estender a viagem após a visita em Brumadinho.
“Obras de Dalton Paula, Davi de Jesus do Nascimento, Paulo Nazareth e de 22 artistas indígenas sul-americanos se somarão ao acervo permanente, que inclui trabalhos de artistas como Yayoi Kusama e Hélio Oiticica.”
Brasília (em 2024), Manaus e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (ambos em 2023) foram alguns dos lugares brasileiros que apareceram recentemente no ranking anual do New York Times. No ano passado, nenhum destino do Brasil entrou na lista.
Além do museu mineiro, o jornal ainda incluiu cidades, praias, parques, cenários naturais e outras atrações como destinos para os viajantes em 2026.
Reencontro dos blocos do Carnabelô abre oficialmente o Carnaval de BH
Popular nos anos 1990, o Carnabelô foi o nome dado ao grande carnaval fora de época que, a partir de 1994, transformou a capital mineira em palco de trios elétricos, blocos de axé e multidões vestidas de abadá. Inspirado no modelo dos carnavais da Bahia, o evento movimentou a Avenida Afonso Pena e recebeu atrações como Asa de Águia, Netinho e Cheiro de Amor, projetando Belo Horizonte no cenário nacional do entretenimento. O Carnabelô foi encerrado no início dos anos 2000, mas deixou um legado decisivo para o crescimento do atual carnaval de rua da cidade.
Força cultural - “O reencontro dos blocos do Carnabelô é, antes de tudo, uma celebração da memória afetiva de Belo Horizonte. O Carnabelô marcou uma geração, ajudou a formar público e abriu caminhos para o carnaval de rua que a cidade vive hoje. Trazer essa história de volta às ruas é reconhecer a força cultural do carnaval e reafirmar BH como um dos grandes polos da folia no país”, destaca Eberty Salles, da Pulsar Brasil, produtora dos blocos deste ano.
De acordo com ele, o evento relembra um tempo em que Belo Horizonte se transformava em um grande carnaval fora de época. “Para os foliões rever essa energia agora, tantos anos depois, será emocionante. É como se a cidade se olhasse no espelho e reencontrasse uma parte importante da sua identidade carnavalesca”, acentua Eberty.
Agora, essa memória coletiva ganha novo fôlego ao ocupar novamente as ruas da capital. O reencontro acontece a partir das 13h, no entorno do Estádio do Mineirão, com concentração na Avenida Abraão Caran, em frente ao posto de gasolina. A entrada é gratuita, reforçando o caráter democrático e popular que se tornou marca registrada do Carnaval de Belo Horizonte.
A programação reúne blocos e artistas que fizeram história na folia mineira. O Bloco Come Queto abre o evento às 14h, ao lado de Reinaldinho, ex-vocalista do Terra Samba. Às 16h, é a vez do Bloco Belo Pirô, embalado pelos sucessos da banda Cheiro de Amor. Encerrando o reencontro em clima de celebração, o Bloco Uai assume a festa às 18h com a energia de Tuca Fernandes.
Mais do que um evento, o Reencontro dos Blocos do Carnabelô é memória viva.
É a rua cheia, a música compartilhada e a saudade
transformada em festa. Em um momento em que o Carnaval de Belo
Horizonte se reafirma como um dos maiores carnavais de rua do Brasil,
plural, inclusivo e participativo, os blocos do Carnabelô retornam
como símbolo de uma história que ajudou a pavimentar esse caminho.
Coluna Minas Turismo Gerais
Jornalista Sérgio Moreira
@sergiomoreira63
informações para
sergio51moreira@bol.com.br


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